segunda-feira, maio 24, 2010

sexta-feira, maio 21, 2010

Sr. Taxista, eu irei pagá-lo.

Ontem estava completamente DiaboMariáhdaTasmania no James Bar.
Na saída, peguei um táxi pra voltar. No meio do caminho, solto essa pro taxista¹:
"Moço, eu vou pagar R$10,00 e o resto pagarei daqui uns dias. Sabe, moço, pra mim já é final do mês e tô sem grana. Eu bebi mais do que poderia, como o senhor pode ver e blábláblá... O senhor pode, por favor, escrever o seu telefone aqui e a diferença que eu ficarei devendo? (...) Não, moço, eu não posso escrever, eu não consigo nesse momento, tem que ser o senhor."
É verdade. Eu fiz isso mesmo. E ele escreveu o telefone e a diferença no papel.
Sr. Taxista, eu irei pagá-lo.

¹ Essa é a minha versão, do DiaboMariáhdaTasmania. Acredito que quase real. 

quarta-feira, maio 19, 2010

Cavalos das coxias...


Ator é um camelô de si mesmo, que tenta se vender numa grande feira.


Frase proferida pelo Professor José Fernando de Azevedo, no Debate de questões a respeito do teatro no Brasil, no Teatro Novelas Curitibanas.

segunda-feira, maio 17, 2010

2ª Poética

Agora pouco, durante a apresentação de Jorge do Irajá no Blues Velvet, Ivan criou um poema para ele, para o momento. Em primeiríssima mão (e nem sei se autorizada):


Jorge

O teu nome não é inri...
É inrimável
Mas vou fazer essa rima sim
Pois aqui em Curitiba, em nossa forja
Você já faz parte da corja
Então - os teus poemas, Jorge
Já estão conosco em nosso alforje
Valeu, Jorge!

Ivan Justen Santana




sábado, maio 15, 2010

Obras pra que te quero

No dia da entrevista de emprego estava bem friozinho e me enchi de roupas. Se eu fosse jogar strip poker me daria bem. Estava com calcinha, meia-calça, camisa, vestido, casaco. Tudo justo ao corpo. Dobrei a esquina e me senti como aquela cadeira que todo mundo tem em casa com várias roupas jogadas. Na insegurança, liguei pra Tia Ana...
Mariáh: -Tia Ana, eu acho que tô com a roupa toda embolada.
Tia Ana: -Ai, minha filha, antes de tu chegar lá tu se ajeita, no ônibus, em qualquer lugar, puxa a blusa.
Mariáh: -Ai, não tem como... E se o ônibus tiver lotado e... (tirei o telefone do ouvido)
Tia Ana: -Oi, tá aí?
Mariáh: -Tá tudo bem, depois te ligo, passei pela obra, o cara gritou "ô, gostosa", então tô bem.

Nada como um pedreiro para dar aquela confiança.

O dia em que o táxi parou

Hoje acordei super cedo pra chegar adiantada no primeiro dia de aula e mostrar a pessoa responsável que eu posso ser. Sábado, 9h30 da manhã. Trânsito caótico por causa de um evento da prefeitura. O trajeto que leva 15 minutos em dias normais, levou 35. Desci do bus e entrei num táxi, mesmo sendo pertinho, não queria chegar tão atrasada. O táxista estava manobrando o carro pra sair da vaga e eu comecei a explicar onde era. Ele freou o táxi e disse "Minha filha, desce do carro, segue reto aqui, quando chegar no posto dobra a esquerda, anda 4 quadras e tu tá lá."
Na cara.

Sério, eu duvido que isso aconteça com outros seres humanos.

Mariáh x 156 #002

Eu precisava chegar até o local da minha entrevista de emprego. Aí liguei pro 156...
Mariáh: -Moça, eu estou no terminal tal, quero chegar até o endereço tal.
Atendente do 156: -A senhora poderia pegar o ônibus X, sentido blablablá. Ah, não, mas esse deixa a senhora duas quadras do endereço...
Mariáh: -Hmmm
Atendente do 156: -O sistema está me informando que a senhora pode pegar o ônibus Y, sentido tererê. Ah, mas esse a senhora ficaria três quadras do endereço...
Mariáh: -Hmmm
Atendente do 156: -Ou a senhora poderia pegar o ônibus... Não, esse também não pára na frente.
Mariáh: (já impaciente) -Moça, eu sei andar. 
Antendente: -Mas fica longe...
Mariáh: Quer saber? Deixa, obrigada, muito válidas as informações.

Pergunto novamente: Seriam os/as telefonistas depauperados cognitivamente?